Astro-Bilas
If Poverty be a Title to Poetry,
I am sure nobody can dispute mine...
(The Beggar's Opera by John Gay, 1728)
A precariedade pecuniária da equipe não permitiu a aquisição de uma bola
de cristal, quanto mais a de um software astrológico, também não somos adeptos
da comummente denominada astrologia científica, porque ou bem que é astrologia
ou bem que é astronomia ou astrofísica e, sim, estas duas últimas é que são
científicas apesar de uma grande parte do seu material pertencer ao campo das
teorias... das hipótese... das epistemologias. Neste caso, estes últimos para
além de cientistas são honestos.
Pelo aspecto pecuniário, como dizíamos, a equipe desta página,
geralmente paga com grandes atrasos - quando tal acontece -, nas suas
actividades denominadas de trabalho honrado - talvez por ser oficial ao abrigo
dos múltiplos e doutos decretos lei
-, decidiu-se por um peditório, dos muitos que já inundam este país e conseguiu
comprar um saco de berlindes (bilas), na loja dos trezentos, para ver-se-via alguma mensagem do além. O
país merece... afinal a Foz da Ibéria sempre foi um país do além, quer como colonizador, quer agora
como descolonizador mas sempre preocupado com a lusofonia (do além-mar... hic para o Mirandês, se bem que a melhorar e ups para o Galaico-Português - saudosismo).
Bom... Nem só de humorismo vive o Astro-Bilas mas e acima de
tudo, da seriedade que este assunto implica porque os aconselhamentos que este campo exige, impõe - primeiro para a Foz
da Ibéria mas nunca esquecendo Bruxelas, isto
é a U.E. dado que hoje a
análise - científica - tem de ser comparada... hoje tudo tem que o ser, mesmo
para aqueles que detestam comparações.
Um bilas para funcionar na perfeição necessita de uma
preparação cujas regras têm de ser seguidas à risca e nos tempos exactos...
Deste modo, numa noite e no pino da lua cheia, caminhámos todos em profundo
silêncio dirigindo-nos a uma fonte natural de águas cristalinas já por nós
eleita. A água jorrava abundantemente enquanto a lua lhe conferia o efeito de
fios de prata suspensos da boca da mina a cerca de três metros de altura, a
rocha emoldurava em estilo gótico aquela espectacular cascata argêntea,
enquanto os abundantes fetos e abetos circundantes, pela acção do vento
ligeiro, ondulavam parecendo as asas de serafins e querubins... seguramente a
escolha foi divinamente certeira. Todos estávamos arrepiados, outro sinal que
nos conferiu a absoluta certeza.
Perante tais sinais do além demos início ao ritual dos bilas,
de todos eles uma vez que cada um teria a sua aplicação própria - especialidade
-, por tudo isto contribuir para esta página de gabarito científico... Se assim
não fosse nunca a publicaríamos. Cada bilas tinha que passar nove vezes debaixo
da queda argêntea; pegava-se num, cobria-se bem com as palmas das mãos (que
simbolizam a alma), como em postura de oração e, depois da invocação e
dedicação - segundo a especialidade que lhe competia -, abriam-se em concha e
colocavam-se por uns segundos debaixo da queda de água, aplicava-se-lhe um nome
e ao retirar bafejava-se (Nyxemath Hhaym, i. é, sopro de vida), sete vezes.
Seguidamente colocava-se dentro de um saquinho de pano negro para permitir a
absorção total das forças cósmicas - mas apenas as científicas pois que são as
que permitem a análise comparada
digna para esta página.
O ritual estendeu-se até cerca das três horas da madrugada e,
terminado, caminhámos num profundo silêncio, misto comprometido pelo sagrado e
pelo meditativo... Dirigia-mo-nos ao mar, a uma praia ali próxima, para o
ritual de acção de graças - um local que não identificamos aqui dado o alto
nível de forças telúricas... apenas autorizados pelo além se pode lá ir com
este propósito, porque e de resto, periga-se sofrer um suplício de Tântalo mas,
imaginem, em água salgada.
Pelo caminho íamos apanhando flores
para a oferta e todo o
material necessário para construir o círculo mágico sobre a areia ao pé da
rebentação. Os bilas, alçados ao céu como um estandarte, presidiam a frente da
comitiva, enquanto um Jeep da GNR nos seguia com os seus ocupantes atónitos e
tremulantes - se calhar por também sentirem as energias do além... chegámos a
ouvir um dizer ao outro: «eu conheço isto, a minha avózinha também fazia
encruzilhadas...» Sem sabermos porquê desandaram a todo o gás.
Já diante de nós se divisavam as dunas, seios de Vénus, as
ondas, cavalos de Neptuno, quando deparamos com as escadas de madeira (se
calhar a mesma da do sonho angélico de Jacob), que nos iriam conduzir ao
términos daquela longa e abençoada vigília.
A noite cálida, a Lua ainda presente pela vasta área do
horizonte circundante, a areia sublime e morna debaixo dos nossos pés desnudos
- lembrê-mo-nos que para Moisés se descalçar no cume do monte do Sinai Deus
teve que incendiar uma sarça (a sarça ardente), mas de modo a que esta não se
consumisse, ou por ser económico, ou por ser ecológico, ou por ambas as
razões... Ele o Sabe -, o céu inundado de estrelas e o mar, qual continuação da
nossa cascata, emitindo o argênteo na
espuma das ondas mas agora exibindo nuances de violeta, azul metálico e todo um
arco-íris indiscritível.
Ramos alternados com flores silvestres, com velas azuis,
amarelas, verdes, vermelhas e pretas, formavam o círculo mágico contendo no seu
interior champagne, perfumes e uma faca de mato ritualística sobre a lâmina da
qual foi colocado o saco negro contendo os bilas... Aliás, agora Os Bilas. No
cerne de tudo uma fogueira elevava-se aos céus: oferta pacífica ao Senhor.
Aproximá-mo-nos do mar de modo a que o espraiar das águas nos
cobrisse os pés quando, de repente, inúmeras e minúsculas estrelas multicolores
- dezenas, centenas, milhares... -, começaram a surgir e a permanecer apesar da
água da rebentação recolher à próxima onda que surgia e, de cada vez mais
apareciam. « Depressa - gritou um - tragam as flores, os perfumes e o
champagne, as ondinas necessitam de ser abençoadas e gratificadas! ». Assim se
procedeu d'acordo com a Ordem guardiã do multimilenar Ritual.
Nove novenas se passaram espaçadas cada uma por
três dias, durante todo este tempo foram as rezas multiplicadas a bem dos bilas
e para nosso também... juras são juras e o julgamento a que nos pretendemos é o
nosso olho, o do além. Velas, sim muitas velas e oferendas de cereais. Tudo
executado na perfeição e completamente aceite d'onde, permite-nos agora indagar
e afirmar o julgamento divino que perante e sobre nós cairá.

A
menos de meados de Fevereiro o sol queimará.
(Doenças tribais... do mal lavar e manipular
as partes)...
E mais se jaculará pela resistência à fé nestas frases;
Do julgamento obtido a favor da raiz da raça - celebrada
por aqui -, possuiremos um Março de trovoada quasi tan seca
como Maio,
Ademais o desejado faltará como enxurrada
cedendo os princípios e as bases... Há muito que a viga mestra
cedeu.
Abril contrariará, tal como Junho, Julho e Agosto, tudo num
raio,
aos de velha existência neste país, que vendo 'ora o repor do
céu,
se prostram no silêncio digno de qualquer deus
porque
Setembro turbulento surge rugindo chuvas, trovões e vento...
Nada acalma neste país. Não há dignidade que nos represente,
A bandeira a meia haste e o clarim não toca.
Ah pobre naçon! Morrem os que por ti lutaram e até à dita o
fizeram!
Venderão... e o Outubro veio... e recheia desmedido
uma luta que não é de sectários...
(uma nação perdida abunda de funcionários),
não produz e no Novembro não há renda.
Dezembro já nem cheira... a nada lembra.
Ai da nossa juventude a quem tanto afirmamos:
« queremo-vos ver continuar» e demonstrámos a necessidade...
Agora de olhos rasos, apagados nas lágrimas que não chorávamos,
Lutámos... afinal são cataratas companheiros... já não vemos.
.
Tais são os vaticínios para o ano 2001 dirigidos a Portugal
pela poesia profética (não messiânica), de o Vidente do Astro-Bilas Ben-Ben
Yô-Yô... brinquem, brinquem e vão ver a que chakra eu vou (grande máxima
Tântrica du Maître -
Ano 2002 segundo o big Ben-Ben Yô-Yô
Este ano
convida e implica a uma alegria frugal, a uma alegria no sentido total do termo
tendo em séria consideração o comportamento. Todos os parapsicólogos tentam
lembrar, ao longo dos anos, que os membros do Estado se devem dedicar a uma
profunda retrospecção. Porém, até hoje, esta pequena particularidade nunca
pareceu ter sido cumprida; desta forma e como definitivo ultimato esperamos que
tal seja executado sob um enorme perigo de dependência não valendo aos Senhores
do Estado uma superficial retrospectiva na busca de Améns, tal como
qualquer tipo de improviso-argumentação estúpida. A alegria frugal é como a
simplicidade e a paz de um lago, do fluir de um rio e tal implica o analisar
profundo – esperamos não de profundis. Novas-velhas dificuldades de toda
a riqueza que este povo e esta terra possui ainda estão por vencer; dunqué,
sendo a realização coadjuvante e resultante da análise, pertence a estes
Senhores aceitar os erros para uma real reconstrução... porque a terra para
enterrar este povo é mais do que suficiente. Quanto à moderação dos gastos não
é mais do que o fim de uma exibição wagneriana, gorda de desculpas no
indefinido protocolo.
Ah!,
pois, bom-dia, não sei se repararam que no êxtase o big Ben-Ben Yô-Yô
deixa por vezes espairecerem-se
termos divinatóricos... os guias não costumam gostar. O big Ben-Ben Yô-Yô –
relógio velho talvez, atrasado possivelmente mas em milhares de reencarnações
sempre a tempo, pelo menos a quem normalmente cala e consente -, vem desta
feita comunicar-vos já não como um simples mestre, mas como lama – com a lama
deu Christo a vista a um cego, pelo menos -, os acontecimentos a ocorrer no ano
de 2002; note-se que se se comunicasse isto em Agosto tudo permaneceria
actualizado porque as macambúzias salganhadas políticas obrigam a
qualquer elemento do povo ser bruxo todos os dias e, os que o não são,
tornam-se a fonte do alimento do meu templo. Há que observar obstruções de
26/02 a 26/03 tal como cegueira – isto cura-se com lama – e de 26/05 a 26/06,
26/07 a 26/08 e 26/10 a 26/11.
Fala-vos
o big Ben-Ben Yô-Yô – será que o gajo é gago? -, que na realidade na nova
política tal como a nova moeda, a primeira por via da última, vai permitir um
positivo entendimento das coisas mais rapidamente por parte do povo do que pelo
noticiário por parte dos políticos... estes já estão fartos de o saber. O
consenso aumenta de sobremodo porque uma conduta bem definida se impõe ao
governo deste país. Quanto ao povo, a modéstia deverá ser a tónica não venha a
acontecer em 26/05 um grave perigo de revolução. Seja como for a paz entre os
seres neste país surgirá como um amanhecer pleno após uma plena noite de lua
cheia; quero com isto dizer que as pessoas em cada dia que passa neste ano vão
criar uma capacidade de auto-sobrevivência cada vez maior.
Encontramo-nos
num ano em que os perigos são directamente proporcionais aos sucessos,
independentemente da acção dos políticos, acontece porque tem de acontecer – o
acaso matemático ainda funciona. Os que governam conduzirão o povo ao conceito
de família, isto é, ao agregar das pessoas, ao valor das comunidades,
procurando a absorção-resolução dos abandonados e isto quer dizer, que
assim sendo, muito do radicalismo sectário e étnico se desmoronará ao ponto de
causar, portanto um novo estado de bem-estar, de se vislumbrar o espírito da
humanidade... É bom não é? É não é? A gente depois logo vê.
Não há catástrofes de ordem natural para Portugal –
não vou dizer que não caia uma ponte ou outra, ou mesmo ceda uma auto-estrada,
ou estrada –, tal sai fora do espírito lama Ben-Ben Yô-Yô; Pelo contrário, este
país vai conseguir toda uma temporada de estações bem definidas, portanto:
agricultores, produtores e reprodutores, UNI-VOS!!!
O governo
socialista não tinha necessidade dessa forma repentista e inconsciente de se
depor como o fez, ao ponto de obrigar o Presidente da República a dissolver a
Assembleia; não obstante, o Senhor Presidente da República é uma pessoa de
enormíssima receptividade, daí o seu querido e perscrutador ar de coruja:
aquele símbolo tão usado na capas dos estudantes universitários de Letras,
certo que havia uma grande maioria de cambada de calões mas contra a política
da sua e da minha época la noblesse oblige, porque fora as cadeiras
interrogatórias da PIDE havia(m) – do verbo aviar -, as suas cadeias.
A nossa coruja,
com os seus olhos perscrutando (e note-se que este ser não usa poleiro),
decidiu certo de acordo com o que contemplava; só espero tê-lo executado com
forte alegria aquela que é a alegria do ser-se apto para a resposta certa em
função da altura... tal como o foi. Não obstante, chama à atenção o Digníssimo
Ben-Ben Yô-Yô – caramba, outra vez a gaguejar -, o lama pr’òs olhos, que o
governo terá que tomar em consideração, se o quiser, para as datas atrás
focadas. Desta dita, termina lama afirmando e pedindo a todos observação,
aceitação e conduta pessoal, tudo isto em função de tudo – para que depois não
venham dizer que é mais um governo que não presta... desta forma, não vai haver
nenhum que valha a pena.
A modéstia nos gastos e nas exibições públicas, o
controlo das revoltas interiores promovem o lugar à análise tal como o
tornar-se desnecessário a deslocação de uma pessoa a um consultório, no fito de
abordar aqueles encontros onde se largam balúrdios a bem de uma réstea
de cultura ancestral e da ancestralidade ou mesmo assente na cientificidade;
ora, é no cerne da preocupação com a cultura tal como no da alimentação frugal
que uma família deve assentar a sua conduta... tendo isto em consideração todos
os outros gastos excessivos num país que não produz mas que tem toda a
capacidade, desde que se invista e se seja equilibrado, ou seja, não egoísta,
daí grande em hombridade.
Enfim, o
big Ben-Ben Yô-Yô aclama-vos no fito de usufruírem da belíssima paz deste
Portugal a fim de que seja observada a prosperidade que, Vos garante, será
grande neste país durante este ano... as condições estão garantidas
independentemente do ‘fosse qual fosse, ou seja qual for’ o governo que
ganhasse ou venha a ganhar. O big Ben – Ahyô, porra que é gago – não vos fala
da política internacional porque não há mais torres gémeas para caírem e porque
quem afirma que a Al-Qaeda já desapareceu esquece que este é um mundo de
Alcaides – oh p’ra mim ó Hispânia -, dunqué enche o Bush(o) de guerra e
aprovêta já desde a Índia às terras Hem Haya (Yemanjá) e que gritem “Ólhó euró!
Ólhó euró...’ Será que o tetra ou o pentavô Sam o previu ou sobre ele se
pronunciou? Nem Churchill anteviu tal redil. Enfrente-se tudo isto como uma
vitória porque das afirmações e dos actos de Churchill só para um estúpido
existe alguma réstea de moral e/ou de história... quanto ao tio Sam, a mesma
predicatória! Portanto, comecem já a seguir o Borda D’Água porque este ano
acerta.
De Vós Lama
Ben-Ben Yô-Yô
ReferênciasGrande (1,85m) Professor -
Também Doutorado em Filosofia de Religiões Semitas (com'ò outro) -Espiritualista,
Cientista, Tarolo-logista
O Maior Mestre de Portugal
Reconhecido aqui e
além-mar, através da Trafaria
(ver em Pecora Nera os efeitos do sacristão Trafas de Camarate),
Pagamento só depois do resultado
positivo
(afora qualquer estado de
gravidez e independentemente do RH)
O grande Mestre e Professor Ben-Ben Yô-Yô consegue resolver
qualquer problema seja qual for a sua dificuldade ou demonialidade; os seus poderes desde há cinquenta anos só têm tido
insucesso na sua capacidade escolar - Diploma Comprado no estrangeiro mas
O Grande Mestre e Professor Ben-Ben Yô-Yô recebeu os seus
segredos da grande Cultura Inca, Azteca e Maya (vice-versa e ao centro),
através da Grande Iniciação com o Grande Mestre Sammaél AUM U'éôr conhecido e
dignificado por toda a América Latina como Sammaél
Aún Peór. Por isto ao mau-olhado ele fornece um bilas olho de boi que
resolve até os graves problemas de IRS, IRC, IVA e tudo o que é mesquinho e
ladro nesta vida como a inveja ou o prazer dos eleitores não votarem, ou
votarem naquele que não queriam, ou absterem-se do referendo do aborto só
porque o fizeram umas dezenas de vezes... sejam mulheres ou médicos com graves problemas
odontó-católicos... só que dos
últimos não pode tratar por causa das parteiras diplomadas com consultório próprio. À Vossa disposição este Vosso escravo trata tudo e
todos à distância através de e-mail, garantindo que (para exemplo) um político
assim que começar a torcer a língua para lhe escrever, já escreve com a
facilidade de alguns licenciados... é como se o fosse. Escrevam e não guardem
para amanhã o cheque sem cobertura de hoje porque a boa vontade do Banco de
Portugal tudo resolve.
Ben-Ben Yô-Yô
Nota: «Sacralizar o Dia Mundial do Yô-Yô»
grandiosamente celebrado a 10 de Junho nos Estados Unidos cuja multimilenar
tradição advém da grande tribo índia Texasnonessol'esto, o maior movimento
mundial da ecologia e reciclagem denominado Limpeza-a-Seco
ainda hoje muito utilizado, fruto da grande atitude sulista, pelo Ku-Klux-Klan,
como por qualquer yanquee analfabeto (citação de O El D. Grande Chefe
Cornosembaixo iniciado na Ilha de Cronos... celeumas do colonialismo).